quinta-feira, 25 de setembro de 2014

surpreendentemente

"Quando vejo, estou calada novamente,
ouvindo o que você não diz e vendo o que você não faz."

terça-feira, 2 de setembro de 2014

(sobre uma página de diário que dispensa leitura)

Você segue por caminhos  que não levam a mim e eu vejo nos seus olhos que seus pensamentos não são meus. Você me confunde todo dia, me bagunça e vai embora. Tenta fugir enquanto eu te observo andar em círculos. Eu não sou o que você quer e você imagina que não seja o que eu quero, sem perceber que eu gosto mesmo é dos seus defeitos.  

Fico aqui sabendo que não tem tranquilidade, mas eu tava cansada dos dias mornos. Que você tem o passado que eu não gostaria que tivesse só pra te ajudar a entender o meu. Que a gente não tem o mesmo gosto musical, que eu odeio a novela que você adora, que você é irritantemente desorganizado, reclama quando faço drama e abraço demais. Permaneço no lugar que nunca foi nem será meu só pra te colocar um apelido brega e dizer sem culpa o quanto você é lindo e insuportável (na mesma proporção). Mas a gente gosta de pizza, falar a verdade, discutir política e chocolate meio derretido. E eu gosto de cuidar de você.

Descombinando a cada 15 minutos, nos provamos todos os dias que pronomes possessivos não são pra todo mundo - em especial pra nós dois. Eu escreveria palavras de um futuro bom se pudéssemos ter um, mas não é amor e não chegará a ser. Mesmo assim, do nosso jeito torto, ainda bem que temos um ao outro.

Não era pra ser nada disso, nem mesmo parecido - mas é.